Crescimento do mercado de defensivos para milho na safra 2026
O mercado de defensivos agrícolas para a segunda safra de milho alcançou R$ 15,4 bilhões, marcando um crescimento de 13% em relação ao período anterior, que foi de R$ 13,7 bilhões. Esse resultado é o maior já registrado na série histórica da consultoria Kynetec Brasil. Em moeda americana, o crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando US$ 2,86 bilhões, um aumento de 18%. A valorização do real, que caiu de R$ 5,67 para R$ 5,41, contribuiu para essa diferença nos números.
Segundo Millôr Mondini, especialista da Kynetec, o aumento não se deve a uma ampliação da área plantada, mas a um maior investimento em tratamentos das lavouras já existentes. A área cultivada teve uma variação positiva de apenas 1%, totalizando cerca de 17,4 milhões de hectares. O foco foi na intensificação do manejo, com o número médio de tratamentos subindo de 17,7 para 19,1.
Contexto de mercado
O levantamento da Kynetec, intitulado FarmTrak™ Milho Safrinha 2026, revela que a área potencial tratada (PAT) alcançou 425 milhões de hectares, um aumento de 8% em relação à temporada anterior. Esse crescimento indica que os produtores estão optando por uma gestão mais intensiva de suas lavouras, utilizando produtos de maior valor agregado. O custo médio por tratamento também subiu, passando de R$ 43,10 para R$ 44,90 por hectare, refletindo a recuperação dos preços dos produtos.
A região do MAPITOPA (Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará) e o estado de Mato Grosso foram os que mais impulsionaram esse aumento nos investimentos em defensivos.
Análise do desempenho por categoria
Os inseticidas lideram o mercado, com 39% de participação e R$ 6,01 bilhões em vendas, um crescimento de 16%. Os fungicidas vêm em segundo lugar, com 21% das vendas, totalizando R$ 3,3 bilhões, alta de 13%. Os herbicidas ocupam a terceira posição, com 20% do mercado e R$ 3,12 bilhões, um crescimento de 15%. Os nematicidas, embora representem apenas 5% do total, tiveram o maior crescimento relativo, com uma alta de 34%.
O controle de lagartas foi responsável por uma parte significativa do investimento em inseticidas, subindo de 32% para 43% do total, o que representa R$ 2,6 bilhões. Isso demonstra que as biotecnologias não têm sido suficientes para o controle dessas pragas, levando os produtores a adotar inseticidas de forma mais intensa.
Impacto para o produtor
Para o produtor rural, esses dados indicam uma nova realidade no manejo das lavouras de milho. Com a necessidade de um manejo mais intensivo e o aumento dos custos, os agricultores precisam estar atentos às inovações e tecnologias disponíveis no mercado de defensivos. O aumento na adoção de produtos premium para fungicidas e a intensificação do uso de herbicidas refletem a busca por maior eficiência na proteção das lavouras.
Perspectivas futuras
O mercado total de defensivos para milho no Brasil, considerando as safras de verão e safrinha, atingiu R$ 18,3 bilhões em 2026, com um crescimento de 13%. A segunda safra sozinha respondeu por 84% desse montante. O panorama aponta para uma continuidade na busca por soluções que garantam a proteção das lavouras, resultando em novas oportunidades para os produtores que se adaptarem às exigências do mercado.
Em um ambiente de constante evolução, estar bem informado e preparado para as mudanças é essencial para o sucesso na atividade agrícola.